COBRAS TUPINIKIM: UM RASTEJO NAS ALDEIAS DE CAIEIRAS VELHA E DE COMBOIOS
Nome: JÚLIA SPINASSE LECHI
Data de publicação: 17/06/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ELIANA SANTOS JUNQUEIRA CREADO | Examinador Interno |
| NICOLE SOARES PINTO | Presidente |
| PAULA CRISTINA PEREIRA SILVA | Examinador Externo |
Resumo: O trabalho, ancorado nas aldeias de Caieiras Velha (Terra Indígena Tupiniquim) e de Comboios (Terra Indígena Comboios) localizadas na cidade de Aracruz (ES), faz uma discussão sobre cobras a partir de conhecimentos Tupinikim e ameríndios que destacam a agência desses seres. A partir da bibliografia antropológica, é observada uma transformação pan-ameríndia sobre cobras. Entendendo como elas se relacionam com as mais diversas etnias, vislumbramos como as cobras são sempre muito grandes e muito poderosas, assumindo agendas conflituosas e ancorando muita potência. O trabalho flui a partir de etnografia multiespécie e rastejos realizados em duas aldeias Tupinikim. Em Caieiras, é feita uma análise cosmopolítica da Serepente, cobra que habita a antiga igreja católica da aldeia, concatenando ideias de T/terra, aliança política e (salvaguarda de) tesouros. Já em Comboios, o foco da análise é em aspectos da formação de pessoa, trazendo três narrativas sobre cobras que enfatizam as relações de gênero e de predação em relação às mulheres e às cobras.
