A Coabitação como um escudo contra o retrocesso democrático: evidências da Polônia
Nome: RAYSA DANTAS LOUREIRO
Data de publicação: 02/09/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| KATIA ALVES FUKUSHIMA | Examinador Externo |
| LUANA PUPPIN PRATTI | Examinador Externo |
| MARCELO MARTINS VIEIRA | Presidente |
| MAURICIO YOSHIDA IZUMI | Examinador Interno |
| MELINA MÖRSCHBÄCHER | Examinador Externo |
Resumo: Este trabalho investiga o impacto da coabitação em regimes semipresidencialistas nos índices de democracia, com foco na experiência da Polônia. A pesquisa parte da hipótese de que a coabitação, ao contrário do que se espera, atua como um mecanismo de freio ao retrocesso democrático. A coexistência de duas forças políticas opostas tende a fortalecer a independência das instituições políticas. A abordagem combina análise quantitativa, por meio de modelos de painel com dados de 53 países semipresidencialistas adotados após a Terceira Onda de Democratização, em conjunto com um estudo de caso mais-similar comparando dois períodos da história política polonesa (2015-2023 e 2023-presente). Os resultados da análise quantitativa indicam que a presença de coabitação está associada a maiores índices de democracia eleitoral e liberal, especialmente quando ocorre em regimes com subtipo premier-presidencialista. A análise dos estudos de caso também indica que a coabitação pode ser um mecanismo que reprime o autoritarismo, contribuindo para a estabilidade e a consolidação democrática. Sendo assim, os achados desta pesquisa defrontam-se com a ideia de que a coabitação gera instabilidade e tensões políticas prejudiciais à democracia. Pelo contrário, a coabitação pode ser um arranjo institucional capaz de fortalecer as democracias em períodos de crise.
